The Low Road é um interessante jogo no estilo point-and-click com uma pegada de filme interativo, nos deixando presos do primeiro ao último segundo com cenas dignas de filme. O game e seus diversos puzzles são de responsabilidade da XGen Studios, um pequeno estúdio que costuma trabalhar em jogos web mas que parece ter expandido suas ambições – e acertado em cheio.
O jogo lhe bota no papel de Noomi, uma jovem agente especial recém-formada que anseia pelo trabalho de campo, ou seja, vivenciar toda a ação e aventura do trabalho de agente. Para a infelicidade de Noomi, seus patrões não querem uma novata em campo, então ela faz de tudo para conseguir provar sua capacidade, encontrando a oportunidade em sua missão pessoal de perseguir um suposto vilão e amigo de um dos patrões, descobrindo mais tarde que as coisas não são exatamente “preto no branco”.
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Música, música e mais música
Um dos aspectos mais positivos do jogo é a variação das músicas e a escolha das mesmas, tornando a ação do game próxima de um filme à la Michael Bay. Com uma soundtrack que entra na hora certa e se encaixa perfeitamente, temos uma maior imersão, algo um pouco incomum para jogos do gênero que costumam focar em história ou gráficos diferenciados para grudar o jogador na telinha por mais tempo.
A arte em si não foge muito do padrão visto em point-and-clicks por aí. Um universo 2D bem desenhado, com boas animações que dão suporte para a cereja do bolo: o design de personagens.
Apenas mais um dia de trabalho.
Personagens quase reais
Um dos aspectos mais bem trabalhados e que faz a diferença no jogo é a atenção dada pela equipe da XGen Studios na construção das personagens. Suas personalidades, históricos, enfim, tudo que envolve a construção da personagem foi bem trabalhado aqui e faz com que sejam personagens que podemos nos relacionar, criando laços entre o game e o jogador. Durante a jogatina passamos a conhecer a maneira de pensar de cada um, praticamente entrando na mente de cada personagem, criando assim uma grande imersão e relação com o game.
“O quê será que esconde este caso?”
Mais filme, menos jogo
Infelizmente, um dos aspectos negativos do jogo, é o seu tempo de jogo extremamente curto. Você consegue terminar a jogatina em uma tarde calma enquanto toma um suquinho e come bolachas, usando apenas 3 ou 4 horas do seu dia. Além disso, parte desse tempo será em extensas conversas aleatórias entre as personagens em que, apesar de muito necessárias para conhecermos por completo cada membro do jogo, pode ser maçante para o jogador que não se importe tanto com o enredo e queira ir direto à ação. Apesar de tudo, os diálogos são interessantes e, no caso do jogador que curta o estilo, com certeza irá se entreter. Porém, com mecânicas bem simples e apenas 4 horas de jogo, o título poderia ter um equilíbrio maior entre ação e falatório.
O gameplay é simples e não traz um grau de dificuldade que chegará a frustrar algum jogador, mas nem por isso podemos considerar que os puzzles são simplórios. Eles são bem completos e diferenciados, trazendo variedade na jogabilidade durante a jogatina e, apesar de termos metade do jogo com conversas, esses puzzles são interessantes ao ponto de fazerem o game valer bem a pena. Outro ponto negativo é não haver tradução para o português, tendo a possibilidade apenas de inglês e francês, o que complica a vida dos gamers que não sabem a língua da terra do Tio Sam já que jogos desse gênero dependem muito dos diálogos.
Encontramos os illuminatis.
Enfim, The Low Road pode não ter o preço mais adequado pelo tempo de jogatina que lhe promove, mas com certeza é uma interessante adição ao catálogo dos fãs de point-and-click.
Créditos , game review – link original https://www.gamerview.com.br/reviews/the-low-road
REVIEW | R-Type Dimensions 3 chega para resgatar um dos maiores clássicos dos jogos de navinha
No fim das contas, R-Type Dimensions é uma excelente forma de reviver um dos maiores clássicos dos jogos de navinha. Não é uma aventura muito longa, mas entrega uma experiência divertida, fiel ao material original e perfeita para quem sente falta desse gênero que marcou gerações de jogadores.
Os jogos de nave podem não dominar mais o mercado como antigamente, mas houve uma época em que esse gênero era um dos mais populares dos videogames. Pensando justamente em resgatar essa nostalgia, R-Type Dimensions chega como uma versão remasterizada de um dos maiores clássicos da franquia.
O grande destaque do jogo é a possibilidade de alternar, a qualquer momento, entre os gráficos originais e uma versão totalmente refeita em 3D. Basta apertar um botão para comparar como era o visual clássico e como ele ficou com a nova apresentação, trazendo um efeito bem interessante para quem gosta de revisitar títulos antigos.
Mesmo sendo um remaster, R-Type Dimensions mantém toda a essência da série. O jogador controla uma nave que avança automaticamente pelos cenários enquanto enfrenta ondas de inimigos, coleta novos poderes e precisa desviar de uma enorme quantidade de projéteis e obstáculos.
A franquia R-Type é considerada uma das mais importantes da história dos shoot ’em ups, ajudando a popularizar o gênero durante décadas. Para quem já conhece esse estilo de jogo, a experiência continua extremamente competente e divertida.
Outro ponto positivo é a presença do modo multiplayer, um recurso cada vez mais raro em lançamentos atuais e que torna a experiência ainda mais interessante para quem deseja jogar com um amigo.
As fases continuam sendo um dos grandes atrativos. Em determinados momentos, o cenário inteiro trabalha contra o jogador. Há trechos em que gotas de ácido caem do teto, abrindo lentamente passagens que antes estavam bloqueadas, enquanto outras fases exigem atenção constante ao ambiente, já que o perigo não vem apenas dos inimigos, mas também dos próprios elementos do cenário.
Apesar de manter um nível de desafio elevado, R-Type Dimensions não chega a ser frustrante. Como um lançamento moderno, o jogo conta com continues e sistemas de salvamento, tornando a experiência muito mais acessível do que nos arcades da época.
No fim das contas, R-Type Dimensions é uma excelente forma de reviver um dos maiores clássicos dos jogos de navinha. Não é uma aventura muito longa, mas entrega uma experiência divertida, fiel ao material original e perfeita para quem sente falta desse gênero que marcou gerações de jogadores.
GTA 6 pode piorar os videogames para sempre e nem todo mundo percebeu isso
O primeiro grande impacto está no preço. No Brasil, o jogo chega custando R$ 449 na edição padrão e R$ 550 na versão Ultimate. Apesar de já existirem outros jogos nessa faixa de preço, GTA 6 tem um peso completamente diferente. O sucesso gigantesco do jogo pode fazer com que esse valor passe a ser visto como normal por toda a indústria, incentivando outras empresas a seguirem exatamente o mesmo caminho.
O GTA 6 é, sem dúvida, o jogo mais aguardado da geração. Milhões de jogadores contam os dias para finalmente colocar as mãos no novo título da Rockstar. O problema é que, por trás de toda essa expectativa, existe uma mudança de mercado que pode deixar os videogames muito piores nos próximos anos.
https://youtu.be/MHJ3FcN9v3M
O primeiro grande impacto está no preço. No Brasil, o jogo chega custando R$ 449 na edição padrão e R$ 550 na versão Ultimate. Apesar de já existirem outros jogos nessa faixa de preço, GTA 6 tem um peso completamente diferente. O sucesso gigantesco do jogo pode fazer com que esse valor passe a ser visto como normal por toda a indústria, incentivando outras empresas a seguirem exatamente o mesmo caminho.
Outro ponto preocupante é a quantidade de conteúdo preso às edições mais caras. Personalizações, roupas, veículos e outros extras ficam restritos à versão Ultimate, criando uma divisão entre quem compra a edição básica e quem paga ainda mais caro. Essa estratégia pode acabar se tornando um novo padrão para grandes lançamentos.
Também existe uma preocupação em relação ao futuro do próprio jogo. Assim como aconteceu com GTA V, a versão lançada agora dificilmente será a definitiva. Com uma nova geração de consoles cada vez mais próxima, existe a possibilidade de o título ganhar versões aprimoradas para futuros videogames, levando muitos jogadores a comprar o mesmo jogo novamente.
A mídia física também entra nessa discussão. O lançamento de GTA 6 reforça uma tendência cada vez maior de priorizar a distribuição digital. O grande problema é que, quando os jogos ficam exclusivamente nas lojas digitais, desaparecem vantagens importantes para o consumidor, como promoções em varejistas, compra de jogos usados e possibilidade de revenda. Em muitos casos, a versão física acaba sendo mais barata que a digital justamente por causa da concorrência entre as lojas.
Essa mudança afeta diretamente o mercado brasileiro. Muitas lojas especializadas sobrevivem graças à compra e venda de jogos usados, permitindo que jogadores adquiram títulos por preços muito menores. Com o avanço do formato digital, esse mercado tende a diminuir cada vez mais, reduzindo as opções para quem busca economizar.
O impacto não para por aí. Se GTA 6 vender milhões de cópias custando esse valor, outras empresas podem enxergar isso como uma confirmação de que o público aceita pagar cada vez mais caro pelos lançamentos. O resultado pode ser uma nova geração de jogos custando valores ainda maiores, com menos opções para o consumidor e uma dependência cada vez maior das lojas digitais oficiais.
No fim das contas, GTA 6 provavelmente será um excelente jogo. A preocupação não é com sua qualidade, mas com o efeito que seu enorme sucesso pode provocar em toda a indústria. Preços mais altos, menos mídia física, mais conteúdo bloqueado por edições especiais e um mercado cada vez mais controlado pelas grandes empresas podem ser apenas o começo de uma transformação que afetará todos os jogadores.
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